13 de maio de 2011

CONSCIÊNCIA E REALIDADE

Sujeito assujeitado é um termo de uma disciplina chamada Análise do Discurso, aparecendo também em outras perspectivas que fazem o estudo da Ideologia. Significa o indíviduo que, inconsciente de viver imerso em uma estrutura ideológica, torna-se inconsciente também de que sua fala e seu discurso não passam de meras reproduções de formações discursivas ideológicas. Mais que isso: sua própria forma de viver e ver o mundo é estruturada tendo por fundamento a ideologia na qual ele se insere. A pior parte de se ser um sujeito assujeitado é a ilusão que cria a ideologia de que aquilo que você diz é produção sua, quando, na verdade, você está “sendo falado” por outras vozes. Quer dizer, por mais que você ache que seu modo de ver o mundo e suas falas sejam originais [só você pensa como você], não deixam de ser aquilo que uma ideologia quer que você pense e fale. Você é apenas uma espécie de papagaio.
Todos nós somos assujeitados a alguma concepção ideológica. Porque todos nós vivemos em um mundo imerso em ideologias. A diferença que pode haver entre nós é o nível de consciência que teremos. Podemos ser mais ou menos conscientes da ideologia e do mundo em que vivemos. É aqui que reside a grande diferença: podemos ter consciência da nossa realidade. Ou não. Podemos sair do nível ingênuo, ou nos perpetuarmos no assujeitamento ideológico. Mas infelizmente ainda não temos a noção de nossa própria realidade!



A profundidade de nossa percepção da realidade concreta é diretamente proporcional ao tamanho da consciência que nós temos de nós mesmos e deste mundo. Em outras palavras, isso me leva a entender que quanto mais conscientes somos a nosso respeito e a respeito da realidade do mundo, mais conseguimos nos libertar do assujeitamento. Quanto mais somos conscientes, mais entendemos o mundo, mais alargamos nossa visão da realidade. O tamanho da nossa realidade, ou sua profundidade, é diretamente proporcional à nossa consciência. A realidade, assim, se assemelharia às camadas de uma cebola. Quando mais profunda é nossa consciência, mais profunda se torna nossa percepção da realidade, como se passássemos de uma camada exterior para uma mais profunda da cebola.


Essa tomada de consciência, é o primeiro passo para aprofundar nossa visão de mundo. A partir daí, podemos ir mais fundo. Podemos mergulhar em uma relação de cada vez mais intimidade com Deus e, a partir disso, mais conscientes de nós mesmos e da Fonte Primária, podemos largar o assujeitamento. Podemos, no entanto, olhar para o mundo de outra forma. E isso acontece dentro de um processo de tomada de consciência, que nos mostra a realidade de maneira mais profunda. Além de vermos mais longe [o mundo não precisa ser limitado], vemos mais fundo. Vemos a realidade mais profunda de maneira mais absoluta. Vemos a totalidade, porque vemos do ponto de vista da partícula primária existente em nós. 


Quanto mais íntimos nessa Fonte nos colocamos, mais libertos de uma visão e consciência limitada de mundo estaremos. Mais libertos de uma consciência limitada acerca de nós mesmos. Mais experimentaremos a profundidade da realidade total em que nos encontramos. Descobriremos, assim, que existem mais mistérios entre os céus e a terra do que podem sonhar todos os filósofos, como diria Shakespeare.
Mergulhe de cabeça em uma relação de Amor Universal. Quanto mais próximo deste, mais consciente de si e do mundo. Maior será seu interior, e mais profunda sua visão. Sua percepção ampliará e a experiência da realidade da vida mudará. A intimidade consigo mesmo é um precioso passo para essa transmutação, porque nosso maior inimigo somos nós mesmos!


Fonte:http://cavernadeadulao.blogspot.com/2005/05/conscincia-e-realidade.html
(Mudei alguns assuntos conforme meu aprendizado)

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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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