22 de junho de 2011

ENCONTRO COM A ESSÊNCIA


 A nossa Essência é a representação da Vida no Universo em cada um de nós. Ela é, portanto, a fagulha divina que se encontra no centro de nosso Ser e, como é idêntica à sua origem, seria o próprio Divino em nós. Infelizmente é uma realidade escondida, é a Alma ou o nosso EU CENTRAL, de cuja existência não temos consciência. Graças a ela é que existimos e somos uma unidade distinta de outras espécies. Mais ainda, ela contém todas as possibilidades essenciais de nossa manifestação na Terra. Ou seja, é a verdadeira identidade invisível e essencial do nosso SER.
 De certo ponto de vista, o ser humano se divide em duas partes, ou contém em si “duas naturezas”: uma terrena e uma Divina. A terrena é mais superficial, frontal ou periférica e é composta de cinco centros (ou cérebros) “funcionais e sutis” e ainda uma “estrutura de sustentação” (ou corpo físico, visível e tangível) e, por meio deles, desempenhamos ativamente nossos papéis no teatro do mundo. Já a outra parte, a Divina, é central e mais profunda, é a nossa essência eterna (a Alma), que é sempre fundamentalmente a mesma, sempre pura; não se polui de forma alguma com as imperfeições – defeitos ou dificuldades que temos para sobreviver.




De outro ponto de vista, a Alma sozinha não tem condições para “sobreviver” no planeta Terra; então, ela é “representada” ou “protegida” ou “encoberta” por essa parte periférica “terrena”, que se constitui dos citados cinco centros mais o corpo físico, que tem uma “estrutura” para sobreviver neste planeta. Mas essa “estrutura”, ao invés de agir considerando e respeitando tanto a própria natureza como “a natureza da alma”, considera-se independente, criando para as duas partes problemas que, com o passar do tempo, tornaram-se irreparáveis. Além disso, os cinco centros que, por sua vez, possuem função própria cada um, resolvem assumir, a cada momento da existência, o controle total de tudo que esteja envolvido, reagindo às condições externas conforme vão surgindo. Ou seja, se o organismo “todo” quer se alimentar, essa necessidade ou desejo concentra-se só nisso, sem considerar se o “alimento” é apropriado (em qualidade, quantidade e oportunidade). Da mesma forma, uma paixão emocional ou hormonal também pode “assumir”, surgindo o que conhecemos como “eu temporário”; e a prática mostra que o número de possibilidades de formação desses “eus temporários” é muito grande.
 Essa é uma das dificuldades que o sistema todo está tendo para sobreviver neste planeta, porque, hierarquicamente, só deveria haver um EU CENTRAL, representado e comandado pela própria ALMA ou ESSÊNCIA, e não por qualquer desses inúmeros “eus” secundários, que podem surgir a cada instante. Assim, embora a ALMA jamais se engane, jamais possa se enganar em sua natureza essencial, vê-se constantemente forçada a tolerar e sofrer as conseqüências dos erros e das confusões de seus ‘instrumentos funcionais”, mas, mesmo assim, sua voz permanece presente como um apelo profundo que, infelizmente, poucas vezes é ouvido.
 Essa situação de verdadeiro “caos” que se estabelece na “máquina do homem comum” poderá ser resolvida por meio de um Trabalho intenso e demorado, em que a Essência ou Alma, que permanece infantil, encoberta e não atuante na vida, volte a crescer e a comandar tudo, como é de natureza e destino. Ela “desce” ao nosso planeta para “experimentar” a existência aqui e o seu “crescimento de volta” é feito por meio da “formação e seu revestimento” de novos corpos mais apropriados a esse crescimento e que, concomitantemente ao “crescimento”, tornam –se “ferramentas” mais adequadas para a instalação de níveis de consciência mais altos para ela. Assim, a tríade Estrutura, Alma e Consciência poderá evoluir e, com o tempo, formar um INDIVIDUUM, o que seria o destino justo e o verdadeiro papel da Alma no seio do UNIVERSO e nos braços do Divino. O INDIVIDUUM assim formado poderia viver o mundo da PAZ, do SILÊNCIO, do VAZIO, da NOITE , o mundo do ETERNO, da IMORTALIDADE.
 Com esses elementos, torna-se claro para nós qual é objetivamente a nossa meta de trabalho (ou do Quarto Caminho): É CONSTRUIR O CORPO ASTRAL (o primeiro e mais imediato dos corpos sutis passíveis de ser construído). É preciso ter essa Intenção muito clara e presente diuturnamente , também saber qual é a ferramenta apropriada para isso, a ATENÇÃO e por último identificar o verdadeiro sentir. Com a Intenção, a Atenção e o Sentir voltados para nós mesmos, inúmeras vezes ao dia, a “energia gerada” aguça a nossa sensação (das articulações, dos ossos, das glândulas endócrinas, da pele e de todo o nosso organismo), vamos aprendendo a intensificar, a nos saturarmos desse processo que passamos a dominar, até que esse mundo de energias astrais vá se cristalizando, formando aquele corpo artificial e consciente e que tem vários nomes: Corpo Vital, Corpo Astral, Corpo de Sensação, etc.
 Na realidade, esse corpo sutil passa a ser o novo revestimento da Alma, muito mais próximo da verdadeira natureza dela e, também, muito mais adequado para o Trabalho funcional de seus cinco filhos (os centros), que ficam menos confusos e desorientados do que estavam, o que torna seu trabalho mais eficiente. Nesse novo contexto, que é a fase de formação do primeiro corpo sutil, é que um outro representante da própria alma, a “respiração orientada” (que também se tornara confusa, apressada e ineficiente), poderá tomar o seu lugar de direito e colaborar no processo todo, pois a respiração, como um dos alimentos importantes, aliada ao treino do terceiro alimento ( a percepção das Impressões e/ou Sensações que circulam em nosso organismo), se completam.
8. Outros fenômenos que normalmente se manifestam com o crescimento da Essência são: a melhora em nosso humor, o aparecimento da alegria, da esperança, de uma confiança maior em nós mesmos e, principalmente, um amor, simplesmente pelo fato de estarmos vivos."


"A abertura ao encontro com a própria essência, guardiã da realidade cósmica, promove transformações que capacitam a mente para interagir com vibrações subtis sem se desgastar com atritos e reações. Considerável é a disposição para perceber a verdade quando a mente se aquieta e se deixa conduzir por aquilo que, mais elevado, sabe aonde ela deve chegar.
As potencialidades humanas, por estarem em nível vibratório muito denso e pouco ciente da verdade interna, não têm condições de discernir sobre si mesmas sobre o melhor caminho para a evolução do ser. Imbuídas de alto teor de inércia, e consequentemente de atrito, essas potencialidades precisam ser conduzidas à subtilização e à sintonia com a luz, o que é feito por núcleos superiores que têm a possibilidade de tirá-las do mar de forças caóticas no qual estão mergulhadas. Por isso a perfeição de um homem não está nos dons sobrenaturais que ele possa ter, mas na rendição completa de sua natureza humana à condução interior. Esta é uma das razões da obediência na senda espiritual."

"Por isso hoje é mais indicado esvaziar-se do velho do que elaborar novas estruturas. A humanidade está tão viciada em fixar-se em sistemas externos, que mesmo a revelação de padrões futuros pode ser desvirtuada. O homem, em sua condição atual, ao ter diante de si o novo, não aderirá à essência do que se apresentar, mas sua atitude será a de querer compreendé-lo, estudá-lo, enfim, estagná-lo.
É fundamental que a consciência desperte para a percepção de um estado de fluxo contínuo, de permanente transformação da vida, e a esse estado se integre. A mente humana está acostumada a fixar a energia no tempo e no espaço; não é ainda capaz de ir com ela por um universo que é etemo, e de ver a evolução como uma síntese em que as etapas não se sucedem cronologicamente, em que não há porquês, motivos ou justificativas.
Se à mente atual se dá a revelação do novo, ela a assume como diretriz e a impõe a tudo, desligando-se assim da verdade. A matéria precisa receber outra emanação do homem. Precisa absorver da consciência humana um estado de neutralidade que não lhe imponha ideia alguma, que não lhe diga que ela necessita disso ou daquilo. A vida que a permeia pede abertura, pede essa neutralidade."


Referência: http://www.ogrupo.org.br/11-artigos-essencia-ou-alma.htm
                      http://naveterra.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_08.html
Imagem:  astrologamarcia.blogspot.com
                   azuleazul.blogs.sapo.pt 

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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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