21 de novembro de 2012

NÃO FUJA DA RESPONSABILIDADE

Por Luizão Toledo
Somos responsáveis pelos males do mundo, seja como ignorantes ou como sábios.

Como ignorantes, somos responsáveis pelos males do mundo, quando alimentamos ilusões de conhecimento e de sabedoria sobre as nossas próprias necessidades e as alheias, quando na verdade temos ainda inúmeros preconceitos e praticamos separatismos, nos recusando a compartilhar a nossa luz, mantendo uma linguagem sectária e elitista, desprezando tudo aquilo que o outro ainda tem a nos oferecer, seja por saber mais ou por ter mais fé, refutando as nossas responsabilidades de participação, de seguir sempre aprendendo e de ensinar, e deste modo nos afastamos da nossa essência.

E também quando confundimos conhecimentos e experiências menores, com saberes e realizações realmente sólidos que fariam de nós verdadeiros iniciados, unidos interna e externamente –porque uma coisa leva inexoravelmente à outra-, para auxiliar a nós mesmos e ao mundo a evoluir e a sair da sua lamentável situação atual.

E então permanecemos isolados, apequenecidos e debilitados, como gosta o inimigo que quer separar para dominar, alimentando falsos saberes e presunção como drogas para confundir as mentes e reduzir os corações. Sim, o inimigo sedutor dentro e fora de nós, que quer iludir o nosso ego dizendo sermos muito sábios, que a auto-realização é fácil e que a culpa dos males do mundo é dos outros.

Quando na realidade seguimos ainda as palavras de mensageiros menores ou de falsos profetas, ou ainda acreditamos em ensinamentos antigos e defasados ou mesmo distantes e exóticos, ou então por falta de orientação espiritual autêntica, confundimos uma pequena graça alcançada (nem sempre com esforços regulares) com realização de alta monta, ouvindo assim apenas a voz das nossas mentes insuflada pela vaidade e a ignorância.

Como sábios, somos responsáveis pelos males do mundo, quando nos sentimos responsáveis por melhorar as coisas, admitimos a necessidade de empreender esforços e vamos à boa luta, tratando de melhorar como pessoas e de nos aproximar do nosso próximo, sabendo que cada um carrega uma parte de verdade e de bondade, estando abertos a aprender até com uma formiga, e que somente a soma de tudo isto é que nos aproxima realmente da Fonte Eterna.

E também quando buscamos a Verdade naquilo que é mais útil para a nossa a evolução espiritual, sem nos confundir e nem nos acomodar com ensinamentos que vendam ilusões ou seduzam o nosso ego, e quando praticamos o discernimento no dia-a-dia tratando de crescer como pessoas e nos aproximar do próximo, colhendo aquilo que ele tem a oferecer de bom em termos de saber ou de fé, acatando daí as nossas responsabilidades de nos integrar, de aprender e de ensinar.

E então buscamos seguir a vontade divina para superar as nossas limitações pessoais, quando mesmo tendo gostos e necessidades particulares, respeitamos e acatamos os valores dos outro, buscamos a união com o próximo e o fortalecimento das causas transformadoras que unem e criam realmente as novas coisas para todos, identificando corretamente a boa guiança e a orientação maior, dentro e fora de nós, e ouvindo assim a voz dos nossos corações.

E assim, como sábios ou como ignorantes, somos sempre responsáveis pelos males do mundo.

Fonte

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Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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