1 de novembro de 2012

O TEMPLO DA ALMA


Na contemplação da Natureza, sempre encontramos a paz, na observação de detalhes que chamam nossa atenção, quando nos dispomos a entender as dádivas da vida em tudo o que nos cerca... Olhando o horizonte azulado, neste entardecer de luzes e cores, numa renovação constante, demonstrando-nos que nada é estático na Natureza e que este dinamismo sublime exemplifica para todos nós o incessante apelo às mudanças benéficas ao nosso crescimento espiritual.

Prosseguir sempre, encorajados pela fé e pelo conhecimento espírita, mesmo que a dor ou a enfermidade nos limitem as possibilidades de avançar com a mesma intrepidez que desejaríamos. O importante é não permitir que o sofrimento nos intimide ou a dificuldade perturbe nossa compreensão das leis divinas para assim podermos continuar vivenciando o amor e exercitando o perdão sempre que causas externas e humanas dificultarem nossa caminhada.

Na mesma proporção que buscamos o entendimento maior dentro de nós mesmos, não retendo mágoas nem desenganos, auferindo nossos valores morais através das lutas e das dores aflitivas, começamos a compreender melhor os outros companheiros de nossa jornada redentora, a entender com mais ampla acuidade o que nos cerca, o meio em que vivemos, e notamos com maior interesse a beleza do mundo, quando a Natureza se apresente aos nossos olhos tão intensamente bela, convidando-nos a reflexões mais profundas e à gratidão a Criação.

Quantas vezes nos quedamos em cismares e dúvidas ante o futuro que nos aguarda?
Quantas vezes, ainda, deixamos o desalento se apossar de nossas almas?
Não é fácil, manter a coragem e a fé perante a dor que vergasta nossa alma, turvando nossos pensamentos e impedindo-nos de discernir, de manter a lucidez...

Mesmo assim, lutando contra o pessimismo e a descrença, que são ácidos corrosivos da alma, teremos que buscar na prece a força para prosseguir e nos manter atuantes no bem, sem o que nossa dor será maior e mais sentida.

Ninguém poderá nos dar esta compreensão maior senão nós mesmos. Se já temos a bênção do entendimento das leis divinas, sustentados pela fé, buscaremos no templo de nossa alma as luzes que nos clarificam o Espírito e suavizam nossos sentimentos mais íntimos.

Não nos importa a solidão imposta pelos que não caminham conosco, paralisados pela ingratidão e receosos de participarem de nossas vidas em momentos assim de dores e dificuldades...

Eles caminham mais lentamente ou se deixaram ficar no vale das incertezas e das paixões fugazes.

Quando identificamos os valores da alma e somos enriquecidos por esta compreensão maior, podemos adentrar com mais facilidade os recônditos de nosso ser, iluminados pela fé e alimentados pelo trabalho do bem, sempre dispostos a ajudar e a compreender as fragilidades humanas, porque já nos avaliamos com sinceridade e sabemos de nossas imperfeições morais e dificuldades interiores.

Por isso sofremos, choramos e nos debatemos ante as perdas e as dores do caminho... Entretanto, não nos detemos mais.


Em belíssima mensagem, Emmanuel nos ensina:

"A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo brilha sozinho.
Não te canses de aprender a ciência da elevação."

Sempre que leio esta página do nobre Benfeitor, a qual se chama "Solidão", fico pensando na grandeza deste Espírito que nos legou mensagens tão significativas, tão oportunas, que nos acompanham desde longos anos, sem perder sua valiosa ajuda, como suporte e orientação em nossas vidas. E aprender a ciência da elevação, como nos recomenda, acredito ser, para todos nós - o exercício constante do amor e do perdão nas lutas de cada dia, no enfrentamento dos problemas que nos afligem, na caridade do esquecimento de nossas dores para aliviar a dos que chegam até nós sedentos de paz, aflitos e cansados, por desconhecerem o que já amealhamos em contato com a riqueza da elevação espiritual.

Por ser pouco conhecida e ainda menos entendida, infelizmente, pela maioria dos homens, é dever nosso prosseguir estudando seu conteúdo e exemplificando os valores com que ela nos beneficia, para assim eriquecermos cada vez mais o templo de nossa alma, nosso refúgio sagrado, onde nos reabastecemos através da prece e dos sentimentos enobrecidos, conquistados na exemplificação do amor e da caridade.

Neste recanto sublime, encontraremos a paz e o convite ao baquete, que fala ao nosso coração, dulcificando-nos as nossas emoções. Um sentimento profundo de gratidão nos envolve o ser.

Quando a perfeição adentra o santuário de nossa alma, tudo se transforma em nosso interior e em torno de nossas vidas, porque os valores se modificam, a visão se nos alarga, e mesmo sofrendo as injunções expiatórias, mesmo trazendo as imperfeições morais de que ainda somos portadores, sabemos que estamos caminhando na direção dela, alimentados pela fé e pelo amor, confiantes em que estamos buscando a transformação moral para sanear nossa consciência e ampliar nossa sensibilidade ante a grandeza da vida imperecível.

- Lucy Dias Ramos -

Fonte: O Reformador nº. 2.158, janeiro/2009.
Imagens: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=486844518017048&set=a.424959727538861.103404.424723874229113&type=1&theater
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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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