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18 de novembro de 2011

AMOR E INTELIGÊNCIA

 A religiosidade é inerente ao homem.


        Sob as mais diversas formas e em todas as épocas, a Humanidade procurou relacionar-se com a Divindade.


        Por muito tempo imperou a idéia de que Deus deveria ser temido.


        O Criador era apresentado, por muitas tradições, como cioso e vingativo.


        Jesus reformulou esse conceito, ao falar em um Pai amoroso e justo.


        Convidado a indicar o maior mandamento da Lei Divina, Ele sentenciou:


        Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o Espírito.


        E também amar ao próximo como a si mesmo.


        É interessante anotar que, ao invés de um, foi-nos  apresentado, de uma vez, dois mandamentos.


        Um fala em amor a Deus e o outro em amor ao próximo.


        Isso prova que tais comandos são entrelaçados.


        O amor ao próximo complementa o amor a Deus e vice-versa.


        Segundo o Mestre Nazareno, Deus deve ser amado com todo o coração, toda a alma e todo o Espírito.


        Percebe-se ser esse amor algo muito intenso e profundo, que reclama a criatura por inteiro.


        O sentimento por si só não basta.


        Quando se quer enfatizar o aspecto emocional, fala-se em coração.


        Mas à Divindade não se deve dar apenas o coração.


        Todo o Espírito necessita estar empenhado nessa relação.


        Segundo o dicionário, um dos significados de Espírito é o conjunto das faculdades intelectuais.


        Cuida-se de uma acepção até certo ponto comum.


        Muitas vezes se afirma que uma pessoa tem espírito.


        Essa expressão indica que ela é inteligente, perspicaz, possui raciocínio rápido.


        Conclui-se que o amor abrangendo um todo, envolve razão, discernimento, intelecto.


        Os ensinos dizem que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.


        Não se trata de uma personalidade, à semelhança dos homens, mas de uma Consciência Cósmica.


        O apreço por uma personalidade humana, freqüentemente vaidosa, pode ser demonstrado por gestos exteriores.


        Em relação à Consciência Cósmica, despida de características humanas, isso não se dá.

 Como Deus é a Inteligência Suprema do Universo, o amor por Ele implica o esforço por desenvolver a própria inteligência.


        Assim, a religiosidade é incompatível com o cultivo deliberado da ignorância.


        A Fonte brindou suas criaturas com dons maravilhosos, os quais precisam ser valorizados.


      O dom que distingue os homens do restante da Criação é a sua intelectualidade desenvolvida, a sua razão.


        O amor ao Grande Espírito pressupõe respeitar o Mundo e os seres que Ele criou.


        E também, logicamente, o esforço para entender esse Mundo e as leis que o regem.


        Tudo no Universo é progresso e metamorfose.


        Espécies animais e vegetais, as sociedades e as leis humanas, tudo se altera e aperfeiçoa.


        O papel de cada homem é colaborar nesse processo de aprimoramento.


        Para isso, necessita burilar seu intelecto.


        Ao crescer em entendimento e compreensão, enche-se de admiração pela grandeza e pela sabedoria Divinas.


        Mas o amor ao próximo complementa o amor a Deus.


        As faculdades desenvolvidas pelo estudo e a observação devem ser utilizadas em benefício do semelhante.


        Assim, para bem cumprir o mandamento do amor, procure desenvolver sua inteligência.


        Estude uma língua, faça um curso, leia um livro, ilustre-se.


        Encante-se com as maravilhas que o cercam.                              


        E utilize seus talentos em favor do próximo.

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