10 de novembro de 2011

O CAMPO MAGNÉTICO VIBRATÓRIO

(...)
A propósito de uma questão de um artigo do periódico Le Matin (3 de outubro de 1926), anunciando a descoberta de certas radiações do Espaço, essa descoberta ou experiência é somente uma orientação, pois vós deveis, sob o ponto de vista psíquico, receber os ensinos graduados, a fim de não serdes perturbados.
Os druidas já conheciam essas ondas. No meio da natureza as paixões materiais não exercem uma influência parasitária.
O druida era iniciado tendo em vista deixar à história futura os documentos que se aproximassem, um dia, das doutrinas científicas. Eles podiam, assim, servir para a elaboração de fórmulas, constituindo-se, no seu conjunto, um ensino superior idealista (alusão às Tríades).
O druida recebia, intuitivamente, os eflúvios que vinham de seres e focos superiores, e isto por meio de ondas. Mas era preciso séculos para que o ser humano, por seu trabalho pessoal, por sua adaptação científica, pudesse assimilar todas as conseqüências de fenômenos que não poderiam ser admitidos na época druídica. Era preciso, pelo menos, que a doutrina pura fosse registrada pelo ser humano vivendo naquela época no seio da natureza e conservada através dos tempos, a fim de que, no certo momento, ao comparar a doutrina ideocéltica e a doutrina ideocientífica moderna, houvesse entre elas um laço imperecível.
Brevemente se observará a produção de fenômenos extremamente curiosos para os não iniciados e cativantes para os iniciados. Se os diferentes ciclos da doutrina céltica representam diferentes escalas na ascensão da vida espiritual, a descoberta das diversas espécies de ondas vos concretizará a composição dos diferentes meios e chegará um dia quando vós recebereis, por uma linguagem convencional, as gamas de cores que se assemelham ao pensamento.
Quanto mais o meio vibratório for estudado e analisado, mais vós tereis a possibilidade de conhecer e de captar as forças exteriores do vosso globo.
Nós, que estamos no Espaço, concebemos a marcha da vida de uma maneira bem diferente da vossa. Sabemos que as vibrações vos são transmitidas, que o ser humano recebe e armazena algumas, mas vossos sentidos particulares são muito inferiores para vos permitir exteriorizá-las. O campo magnético vibratório virá se revelar, para vós, aos poucos. Não é preciso que procureis ter a chave do problema de uma só vez, porque o vosso cérebro físico se desagregaria. O druida, imunizado até certo ponto, estava em relação quase direta com as forças superiores que nessa época tinham um afluxo maior do que nos tempos modernos. Era preciso que nesse momento a vida fosse simples, rústica, e que a base espiritual se estabelecesse solidamente a fim de que, gradualmente, a arte e a ciência viessem vos ajudar a desenvolver o quadro que vos mostra alguns aspectos da organização universal.
A ciência não podia ter razão de existir sem que a centelha geradora caísse do alto, visto que todo problema artístico ou científico tem como base uma parte de intuição, sendo esta de ordem divina.
O druida respirou a atmosfera pura no seio da floresta; o topo das árvores atraía as camadas vibratórias que envolviam e envolvem sempre vosso planeta. Em frente da floresta havia o mar que servia de condutor ao outro pólo magnético, isto é, sob o ponto de vista psíquico, para reforçar e estabilizar o conjunto. Era preciso, de outro lado, que a grande massa fluídica achasse seu equilíbrio sobre a terra e sobre as águas.
O druida, quando observava o mar, banhava-se ao mesmo tempo, em ondas provindas da floresta e que se refletiam como um espelho sobre o lençol líquido. É assim que lhe veio a intuição da existência dos ciclos que vós conheceis. Em resumo, vós sabeis que a onda é uma sucessão de círculos, do ponto de vista vibratório.
Um dia ser-lhes-á dito porque o druida tinha essa intuição e porque, na obra divina, ela não é concretizada senão muitos milhares de anos mais tarde. Vós podeis notar que o movimento céltico de um lado, os movimentos cristão e budista-hindu de outro, se produziram nos países ao mesmo tempo montanhosos, cobertos de bosques e vizinhos do mar.
Então, podeis daí evidenciar o fenômeno científico real de que a onda se presta mais à captação sobre um local elevado do que em baixadas, e que a vizinhança do mar auxilia poderosamente para a sensação das camadas vibratórias. A água capta o pensamento depois o transmite; ela é necessária para a fecundação da terra, este é um fato que vós considerais sob o ponto de vista material e nós sob o ponto de vista espiritual.
As forças provindas do Espaço são absorvidas pela vossa Terra graças aos lençóis de água, à vegetação luxuriante, às montanhas, às colinas, às planícies, e cada ser humano pode ser impressionado por essas ondas. Os celtas já conheciam isto. Vos tenho falado de raios que vieram banhar a charneca e a floresta bretã, raios, lençóis de ondas que são igualmente dispersos em diferentes partes de vossa Terra. Mas devo acrescentar que vossa raça francesa deve em grande parte sua orientação às camadas de ondas recebidas do oeste de vosso país.
O druida, por seus encantamentos, pela forma de seu culto, atraía forças invisíveis cujos efeitos ele percebia sob a forma de leves toques vibratórios. Hoje essa sensibilidade desapareceu para a maioria dos seres humanos. É preciso achar-se em condições especiais para poder, como o druida, sentir o afluxo exterior.
Vós podeis dizer que a palavra Celtismo representa, para o homem moderno, a forma concreta de uma doutrina tendo por base a assimilação, a concentração, o desenvolvimento e o surgimento de forças, formando parte integral do movimento cósmico.
Nos tempos druídicos o ser humano sentia essa força radiante que, no curso dos séculos, foi preciso adaptar cientificamente – este é o único termo que encontro . Ele podia assim aprender a ler, a analisar e a dissociar as partes impalpáveis e vibratórias suscetíveis de lhe dar alguns esclarecimentos sobre o mistério da criação. O druida, por causa de sua iniciação, era capaz de compreender a função das camadas de ondas, mas ele estava rodeado por uma massa humana primitiva, muito pouco evoluída para perceber a ação. Conforme a vontade superior, convinha, nessa época, depositar uma centelha que, entre os druidas, se traduzia pela compreensão da evolução universal.
E, a majestade dessa evolução, tendo-se gravado primitivamente com intensidade, a essência da doutrina permaneceu latente através dos séculos. Tal era o objetivo do Druidismo que devia ser o detentor do conhecimento das forças superiores.
Faltava propagar, entre o maior número possível de pessoas, a autenticidade dessa revelação. Dois fatores ajudaram na sua difusão: a teoria das vidas sucessivas e as desordens materiais e morais que se espalham através da vida dos seres e dos mundos.
Hoje, pudestes ver, no curso da história, como nascem, crescem e decrescem as paixões, conforme as alternativas de progresso e de retrocesso, e, conseqüentemente, a elevação do ser humano do estado selvagem para o estado atual.
As artes floriram, mas o seu desenvolvimento foi barrado pela atrocidade das guerras. Em suma, após os fluxos e refluxos inumeráveis, vós chegareis, hoje, a fazer certos homens compreenderem que a natureza e o ser humano são campos de observação magnética que, em certas condições, vibram e comandam de tal forma que constituem as máquinas estáticas da ordem universal.
O homem moderno evoluído obterá suas diretrizes pela ação de forças superiores e se tornará comparável à antena de vossos telégrafos sem-fio. Não está longe o dia em que sereis convencidos de que o infinito é o próprio Deus e de que a vida universal circula por toda parte, sendo os Espaços os campos vibratórios radiantes.

O Gênio Céltico e o Mundo Invisível
Imagens: wendelesamye.blogspot.com

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Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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