22 de julho de 2013

BACTÉRIAS ANTI-OBESIDADE

Por Marina Farrel

Desde nosso nascimento e ao longo de nossa vida, vários micro-organismos sobrevivem e se multiplicam nas superfícies de tecidos de nosso corpo, como a pele e mucosas. Este processo é conhecido como colonização e uma das principias superfícies colonizadas são as que fazem parte do nosso sistema de digestão. Micro-organismos encontrados, na parede intestinal podem propiciar tanto benefícios quanto malefícios para nossa saúde. Podem interferir no processo de digestão, sintetizar micronutrientes e atuando em nosso sistema imune. Esta ação pode ser positiva, nos protegendo de certas doenças ou negativa quando são os agentes diretos ou indiretos de doenças.

Entender como se dá esse delicado equilíbrio entre os efeitos benéficos e os maléficos da microbiota anfibiôntica é motivo de intenso estudo de diversos cientistas. O conjunto de bactérias que colonizam nossas superfícies é denominado microbiota anfibiôntica. Essa microbiota pode sofrer modificações dependendo do tipo de alimentos consumidos por uma pessoa. Deste modo, é muito importante manter uma dieta saudável para que sua microbiota seja composta por micro-organismos simbiontes, ou seja, que vivem em harmonia e causam benefícios e não doenças. Estima-se que a microbiota intestinal humana seja composta de 103 a 104 micro-organismos, o que supera a quantidade de células humanas.

A obesidade resulta de alterações no equilíbrio de energia, isto é, como o corpo regula o consumo de energia, gasto e o armazenamento. Já que a fome representa um perigo maior para o organismo do que o excesso de alimentos, nossos sistemas biológicos são mais voltados para nos proteger contra perda de peso do que o ganho de peso, ou seja, um modelo econômico. Os restaurantes estão cada vez mais oferecendo alimentos baratos, saborosos e altamente calóricos. Evidências recentes sugerem que a microbiota intestinal afeta a aquisição de nutrientes e regulação de energia, e que grupos de pessoas obesas e magras podem apresentar diferenças no tipo de micro-organismos que fazem parte da microbiota intestinal.

Um experimento realizado por um cientista Frances chamado Millian e por seus colaboradores mostrou que a obesidade está associada às mudanças observadas na quantidade relativa das duas divisões bacterianas dominantes no intestino, Bacteroides e Firmicutes. Naquele estudo, a proporção relativa de Bacteróides estava diminuída em pessoas obesas em comparação com pessoas magras enquanto que a proporção de Firmicutes estava aumentada em pessoas obesas. Foi observado que a microbiota mais comum no obeso possuía maior capacidade para absorver energia da dieta. Além disso, quando os pesquisadores introduziram no intestino de camundongos uma microbiota obtida de um indivíduo obeso foi observado um aumento da gordura corporal total dos animais, sem qualquer aumento no consumo de alimentos.

Foi então observado que, com uma dieta não balanceada, as bactérias que produzem enzimas capazes de quebrar polissacarídeos não digeríveis normalmente pelo corpo humano foram selecionadas, introduzindo calorias adicionais na dieta e diminuindo as calorias eliminadas nas fezes. Estudos com camundongos colonizados com uma microbiota de obeso apresentaram não somente um aumento da gordura corporal total, mas também passavam a apresentar resistência à insulina. Este aumento de peso e resistência à insulina parece ocorrer por causa da extração mais eficiente de energia pela microbiota a partir de fibras não digeríveis, o que gera no hospedeiro um aumento da absorção instestinal de glicose, aumento da glicose (glicemia) e da insulina (insulinemia) no sangue. Assim, tudo indica que a microbiota intestinal participa da digestão de polissacarídeos, aumentando a quantidade de glicose no fígado e portanto, o seu armazenamento em forma de gordura (lipogênese).

Foi sugerido que a dieta rica em gordura (comum em indivíduos obesos) levaria ao desequilíbrio da microbiota e, uma microbiota em desequilíbrio, poderia contribuir para a obesidade. Assim, uma conduta que vem sendo proposta para o tratamento e prevenção da obesidade é garantir uma microbiota equilibrada e um funcionamento intestinal adequado. Um método sugerido para recompor uma microbiota equilibrada foi o uso de probióticos. A Organização Mundial de Saúde define probióticos como “organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro”. Como função benéfica no organismo, alguns estudos têm sugerido que os probióticos teriam efeito sobre o equilíbrio bacteriano intestinal: controle do colesterol e de diarreia. Certos suplementos probióticos podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como leites fermentados, iogurte, ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas. Finalmente, é preciso deixar claro que nem sempre probióticos geram benefícios para nossa saúde. Por exemplo, pesquisas recentes demonstraram que tratamentos baseados em probióticos estavam associados ao aumento de mortes em pacientes com pancreatite aguda. Assim, apesar de alguns resultados serem animadores, existe a necessidade de mais investigações sobre o efeito das adições rotineiras de probióticos em alimentos ou de seu uso como suplementos.

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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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