15 de novembro de 2015

AS CORES NA COMUNICAÇÃO VISUAL PARTE 5

A tonalidade das cores

Como as cores dos objetos são luz refletida, cada cor tem um índice próprio de reflexão, o que torna algumas cores mais luminosas do que outras.

Um amarelo, por exemplo, é mais luminoso que um azul.

Abaixo, à esquerda, vemos uma sequência de 12 de quadrados coloridos com matizes variados. Já na ilustração à direita, nós vemos os mesmos matizes, só que eles foram convertidos a tons de cinza. Cada quadrado à direita é uma equivalência "acromática" de cada cor vista à esquerda. Vemos, assim, como cada cor tem um tom próprio.
Podemos ver como o violeta nº 12, ao lado, é o matiz mais escuro do conjunto, mais do que verde nº 4, por exemplo, e, também, como este é mais escuro do que o amarelo nº 3. Estamos, aqui, apenas comparando as tonalidades próprias de cada matiz.

Além disso, na paleta HLS, nós podemos variar a tonalidade de um único matiz.

Na ilustração abaixo, nós vemos 4 paletas HLS, onde há um mesmo matiz, um laranja de H=30°. Na paleta nº 1, o valor da luminosidade é o padrão, L=50. Na paleta nº 2, o valor de L foi alterado para 25, o que tornou o mesmo matiz, M=30, mais escuro. Na paleta nº 3, o valor de L foi alterado para 75, tornando-se mais claro.
Abaixo, vemos um gráfico composto de onze colunas por 7 linhas de círculos.

Os valores marcados no topo de cada coluna correspondem aos valores de luminosidade (L) para cada matiz na paleta HLS.

Por outro lado, nas linhas horizontais nós vemos a variação de matizes. O valor de H=0 corresponde a um vermelho, o valor de H=120, a um verde e o valor de H=300, a um violeta, por exemplo.

À direita das colunas no gráfico, vemos o valor de L=0, que corresponde ao preto puro. À esquerda, vemos o valor de L=100, que corresponde ao branco.
A coluna com o valor de médio de L=50 corresponde aos matizes puros, sem variação de tonalidade.

Valores menores de 50 são tons escuros enquanto que valores maiores de 50 representam os tons mais claros.


Nas ilustrações abaixo, nós temos três repetições da mesma composição geométrica.

Na composição nº 1, nós apresentamos as cores originais, puras, todas com o valor de 50 de luminosidade (L) na paleta HLS.

Na composição nº 2, por outro lado, todas as cores tiveram seus tons alterados para 25 na paleta HLS.

Na composição nº 3, por fim, nós aumentamos o brilho das cores na paleta HLS para 75, tornando toda a composição mais luminosa.
Nas outras duas reproduções abaixo, utilizando-nos da mesma composição geométrica, nós fizemos um outro exercício com as tonalidades das cores.

Na ilustração nº 4, todas as formas da composição são em tons escuros como visto na ilustração nº 2, anterior. Entretanto, apenas uma única figura ficou em tom mais claro. Isso projetou esta forma em específico à frente, destacando-a do restante e tornando-a figura. Criou-se, por isso, uma relação figura-fundo mais acentuada.

Da mesma maneira na ilustração nº 5, mas com valores invertidos, ao invés dos mais escuros, temos os tonalidades mais claras. Dentre todas as outras, apenas uma única forma ficou com valores originais e, por isso, tornou-se destacada em relação ao restante.

Estes casos indicam como se pode diferenciar figura de fundo apenas usando o método do contraste de tonalidades.






A saturação das cores


A saturação de uma cor, na paleta HLS, varia desde a intensidade total do matiz até o cinza. Na ilustração abaixo, vemos um gráfico com 11 colunas por 7 linhas.

Nas linhas, vemos a variação dos matizes, de H=0, vermelho, a H=300, violeta. Nas colunas, por outro lado, vemos a variação da saturação (S).

Na coluna mais à esquerda, vemos o valor da saturação em 100, o que indica o matiz puro.

Conforme as colunas avançam para a direita, a saturação vai diminuindo, o que torna cada matiz mas acinzentado. Caminhando para a direita, nós dizemos que o matiz torna-se dessaturado.

A última coluna à direita tem valor de S=0,o que indica um cinza puro.


No exemplo nº 1, abaixo, temos uma composição toda em tons saturados ao máximo, com o valor de S=100. Já na ilustração nº 2, ao contrário, todas as formas na composição tem os matizes dessaturados, com o valor de S=25.

Cores quentes e cores frias


Outra distinção muito conhecida na teoria das cores é a que se faz entre cores quentes e cores frias.

Não é uma distinção técnica como o são os conceitos de tonalidade ou de saturação. Entretanto, o seu largo uso no meio da comunicação visual nos leva a apresentá-la.

É baseada na similaridade entre algumas cores e as cores do fogo e do gelo. Assim, vermelhos, laranjas e amarelos são consideradas cores quentes por serem cores vistas nas chamas do fogo, enquanto que azuis e verdes-água são consideradas cores frias por serem cores vistas no gelo. Abaixo, vemos uma distribuição de seis cores em dois círculos de cores.


Entretanto, esta é uma teoria simplória das cores pois não dá conta da razão de que alguns azuis são "quentes" ou do fato de que alguns vermelhos são "frios". Abaixo, vemos exemplos desta situação. Em um círculo estão indicados quatro azuis e verdes “quentes” e, no outro círculo, quatro vermelhos “frios”.

Para um maior controle na criação da comunicação visual, é mais útil usar os conceitos de saturação e tonalidade

Contrastes simultâneos
O contraste é um fator fundamental para toda a comunicação visual mas, na teoria das cores, reveste-se de ainda mais importância.

De modo simplificado, quando colocamos duas cores lado a lado, uma cor influencia na percepção que temos da segunda cor e vice-versa. Por isso, este efeito é chamado de contraste simultâneo, pois a percepção de ambas as cores sofre uma alteração simultânea.

Este efeito visual foi apresentado de modo muito evidente e sofisticado pelo autor Israel Pedrosa, em seu livro "Da cor à cor inexistente".

Na ilustração abaixo, vemos, à esquerda, um losango vermelho. Em seguida, o losango é deslocado para à direita, inserindo-se em um retângulo de listras verticais, azuis e amarelas, alternadas.

Entretanto, quando o losango se insere no retângulo, temos a sensação de que a parte superior do losango fica mais luminosa do que a parte inferior. Isto é, embora saibamos que o losango tem uma cor uniforme de vermelho, o arranjo de listras azuis e amarelas nos ilude e influencia o modo como percebemos o losango, quando este está inserido no retângulo.


O contraste simultâneo também acontece em relação às tonalidades. Também a percepção dos tons de cinza sofre variações em função do contraste simultâneo.

Na ilustração abaixo, vemos, à esquerda, três ovais em um tom de cinza homogêneo. E, à direita, vemos um retângulo de listras pretas e brancas alternadas.

Quando os três círculos se movem para a direita e se inserem entre as listras verticais do retângulo, temos a impressão de que a parte de cima das três ovais fica mais escura que a parte de baixo. Este efeito puramente ilusório é ocasionado apenas pela ação do contraste simultâneo.



Analogia das cores e significados

Outro fator importante no uso das cores é o hábito que temos de associar certas cores a certos materiais ou objetos. Assim o céu pode ser azul, ou vermelho ao nascer do sol. Vegetação é, em geral, verde e as frutas, vermelhas.


Se uma fruta está azulada ou acinzentada, quando o seu normal é vermelho, por exemplo, podemos considerá-la estragada, imprópria para consumo.

Como vemos na ilustração nº 1, abaixo, temos um arranjo de frutas maduras. Já na ilustração nº 2, as cores das mesmas frutas foram alteradas por computador, causando um estranhamento.

Na ilustração abaixo, vemos uma aplicação importante deste princípio no design de produto.

Suponha que estamos vendendo água mineral em um vasilhame plástico. À esquerda, vemos o padrão da indústria, que é o vasilhame azul.

Fosse o vasilhame marrom, como visto à direita, mesmo que a água fosse quimicamente tão pura quanto a outra do frasco azul, teríamos a impressão de ser uma água suja, imprópria para consumo.

Este é um fator importante no uso da cor na comunicação visual.

Cor e legibilidade

O último fator importante que apresentaremos no uso da cor na comunicação visual, trata da legibilidade de um texto.

Quando pretendemos que um texto tenha muito contraste com seu fundo, optamos por algumas combinações de cores como as mostradas na ilustração abaixo.

Além das evidentes combinações de preto sobre branco e de branco sobre preto, outras combinações mais legíveis estão indicadas na coluna à esquerda.

As combinações menos legíveis também são utilizadas, mas com objetivos comunicativos bem específicos.

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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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