10 de dezembro de 2011

CONVIVÊNCIA

Atualmente, as informações circulam de forma livre e célere.


Por conseqüência, é possível ter uma noção de conjunto dos valores e hábitos da humanidade.


Certas ocorrências repetem-se com tanta freqüência, nos mais diversos locais e ambientes, que chamam a atenção.


E a observação do que ocorre no mundo por vezes causa estarrecimento.


Uma das coisas que impressiona é a audácia das pessoas desonestas.


Elas parecem ter uma habilidade incomum para colocar-se nas posições mais relevantes.


Na política, na educação, nos meios jurídico e empresarial, a imprensa não cessa de apontar focos de corrupção e desonestidade.


Já é bastante ruim haver tantas pessoas desleais.


Mas o que causa estupefação é como elas assumem facilmente posições de liderança.


Ninguém consegue disfarçar sua essência por muito tempo.


Quem não possui um nível ético satisfatório evidencia isso em inúmeras oportunidades.


Ninguém se corrompe de repente.


Uma pessoa genuinamente honesta não acorda um dia disposta a apoderar-se do que não lhe pertence.


O ser humano revela suas mazelas morais ao longo do tempo.


Sendo assim, como é possível que seres viciosos tornem-se tão influentes?


Em todo e qualquer ambiente, há homens íntegros e inteligentes.


Por que esses não agem, para obstar a influência perniciosa?


À primeira vista, parece pouco caridoso evidenciar os vícios de um semelhante, para limitar sua ascensão.


Ocorre que a caridade não possui como bandeira a ingenuidade e a conivência.


Constitui equívoco imaginar que o homem bondoso deve ser tolo e falho de percepção.


A criatura íntegra e generosa procura ser um fator de progresso e bem-estar no mundo.


Mas age com critério e discernimento, não de forma piegas.


Nessa delicada questão, importa considerar o móvel da ação e quanto bem ela pode produzir.


Certamente é condenável divulgar os defeitos do próximo por malevolência, com o fito de denegri-lo.


Mas também é censurável prestigiar a comodidade de um único ser, em detrimento de inúmeros outros.


A corrupção que atinge um ambiente prejudica a todos os que se vinculam a ele.


O dinheiro público surrupiado por alguns faz falta na construção de hospitais e escolas.


O desfalque realizado em uma empresa talvez seja a causa de sua falência.


Trata-se da vantagem desonesta de uma pessoa causando a penúria de muitas outras.


A compaixão não justifica a inércia perante esse tipo de situação.


Nada há de louvável em assistir-se silenciosamente a atos desonestos que prejudicam o meio social.


Na verdade, a timidez e a acomodação dos homens íntegros favorece a preponderância dos desonestos.


Grande parcela de culpa pela corrupção que grassa no mundo se deve às pessoas honestas.


Caso estas desejassem, preponderariam.


Quando o vício for combatido, sem ódio, mas firmemente, ele encontrará pouco espaço para proliferar.


É preciso ter compaixão pelo delinqüente, mas jamais compactuar com seus atos.


Assuma, pois, sua responsabilidade perante o mundo em que você vive.


Por timidez ou preguiça de desempenhar tarefas e ocupar postos, não permita que eles caiam em mãos indignas.


A título de ostentar virtude, não simule ignorância e nem seja conivente.


Pense nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita
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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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